Minha lista de blogs

Mostrando postagens com marcador sexo na velhice. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sexo na velhice. Mostrar todas as postagens

domingo, 12 de julho de 2015

ONDE MORA E DESEJO


Nicéas Romeo Zanchett 
.
ONDE MORA E DESEJO 
                  Reconhecer onde mora o desejo é uma das portas para o pleno prazer, mas a maioria das mulheres ainda tem muita dificuldade. O mundo já se encarrega de colocar a mulher para baixo; se ela própria não se amar tudo fica mais difícil. O homem desde menino é estimulado a se tocar, a mulher não.  
                  Conhecer o próprio corpo e localizar onde está o prazer tem sido alguns dos temas mais estimulantes para as mulheres. Desde os anos 60 a mulher busca viver sua sexualidade de forma mais plena, mas não tem tido a chance que merce porque a cultura a rotula como imitadora de mulheres liberais e até como prostituta.  
                  A consciência do próprio corpo e do prazer que ele pode dar passa pelo autoconhecimento. Reserve um tempo só para você. Comece conhecendo seu corpo em todos os detalhes. Olhe para o espelho e toque-se sem pudor; sinta-se bela, sensual e irresistível; descubra as sensações que cada toque proporciona. Mesmo que seu objetivo seja o orgasmo, procure não pensar nele. Se você só pensar no gozo que terá, talvez nem o consiga. Se conseguir não será tão prazeroso, pois você estará totalmente preparada. O prazer vai aumentar gradativamente e o orgasmo acontecerá quando você estiver bem excitada.  
                  Sinta-se através de sua roupa e toque seu corpo com texturas diversas- plumas, pele, couro, ceda - apalpando regiões diferentes e variando as posições .  
                  Para muitas mulheres com parceiro fixo, a auto-satisfação dá muito mais prazer do que as relações com o companheiro. Isso é muito comum nos dias de hoje porque os maridos vivem numa eterna corrida contra o relógio e não dispensam atenções suficientes para as esposas. 
                  Na frente do espelho observe-se enquanto se excita. Examine cada detalhe do seu sexo; os lábios externos são as dobras da vagina que tem pelos; os lábios internos são as dobras sem pelos e eles se encontram na parte de cima formando uma capa que cobre as glândulas clitorianas. 
                   Muitas mulheres gostam de se masturbar, mas ainda são vítimas do sentimento de culpa. Um sentimento que vem depois da prática do sexo solitário; é um mal que atinge as mulheres que se consideram livres e emancipadas , mas deve se superado. Lembre-se que ao se dar prazer você não está traindo e nem prejudicando ninguém.  
                   A maioria das mulheres atinge o orgasmo estimulando o clitóris. Use uma das mãos para abrir seu genital e a a outra para estimular o clitóris; coloque um ou mais dedos dento de si mesma e sinta como é este prazer. Friccione seu clitóris tocando nos pequenos lábios ou puxe-os e friccione diretamente o clitóris; faça movimentos sobre todo o seu aparelho sexual com uma das mãos. Muitas mulheres gostam de se masturbar massageando o clitóris, mas sentem muito mais prazer quando põe a mão sobre a vagina e fica brincando com ela até atingir o gozo. Outras gostam de utilizar alguma coisa como um pênis artificial (desses encontrados em sex shop). É muito importante que cada uma descubra o que mais lhe dá prazer. 
                  Se antigamente a mulher não podia demonstrar que sentia prazer, agora  tornou-se quase obrigatório ter orgasmo. Para isso é muito importante  se autoconhecer e a masturbação é o modo mais pratico, seguro e inofensivo.  A mulher que usa "brinquedinhos" tem mais facilidade para se auto-conhecer e aprenderá a não se preocupar tanto com a performance na hora do sexo com o parceiro. A falta de desejo é um problemas das mulheres, mas o principal é que elas se sentem cobradas a dar e "sentir" prazer. Para muitos parceiros  ter orgasmo vaginal com seu pênis é fundamental. Ficam patrulhando se a mulher gozou ou não. Para eles é uma forma de auto-afirmação de sua virilidade. Algumas mulheres sabem muito bem, mas outras ficam angustiadas e é exatamente isso que as impede de ter qualquer prazer. Se auto-conhecer é o melhor caminho. 
.
Nicéas Romeo Zanchett 
VEJA TAMBÉM 


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

ORGASMO NA TERCEIRA IDADE




CAPITULO XIII


ORGASMO NA TERCEIRA IDADE
            Quando a mulher chega à terceira idade, os problemas mais importantes para alcançar a satisfação sexual são sociais e físicos. Entre os primeiros destaca-se a oportunidade de fazer sexo e disponibilidade de um parceiro.
            Na nossa sociedade, para homens e mulheres que chegam à terceira idade, há um padrão diferente na prática sexual. Homens com 60 anos ainda são considerados interessantes para uma nova união. Já o mesmo não acontece com as mulheres que, não tendo parceiro fixo, encontram dificuldades para desenvolver uma nova parceria sexual.
            A mulher entre 41 e 50 anos, que é saudável e tem parceiro fixo, pode ter uma vida sexual mais intensa que nas faixas anteriores. Algumas pesquisas indicam que nessa faixa de idade o índice mensal é de 12 a 14 vezes. Essas mulheres, que geralmente ainda não entraram na menopausa, são mais realizadas sexual e afetivamente. É que o triângulo hormonal que comanda o orgasmo - composto por hormônios: estrogênio, progesterona e testosterona - fica mais ativo e a mulher conhece melhor seu corpo, sabe o que quer e já perdeu inibições comuns na primeira etapa da vida sexual. Outro fator é que acima dos 40 anos a mulher geralmente já está com a vida profissional estabilizada e busca satisfazer suas necessidades sensoriais de forma objetiva. Nessa condição o orgasmo vem mais rápido e é mais longo. Já no período de 51 a 60 anos o índice cai para oito vezes, em média. A principal causa da redução da freqüência é devido à menopausa, que provoca transformações hormonais profundas. No entanto, se a mulher toma remédios para garantir o equilíbrio hormonial, pode atravessar a menopausa com vida sexual ativa, no mesmo rítmo anterior.
              Para as mulheres na terceira idade, que não tem parceiro fixo, a falta de oportunidade pode ser somada a um sentimento de inferioridade resultante do envelhecimento do corpo. Essas mulheres tendem a restringir sua vida sexual por se sentirem embaraçadas ou envergonhadas com seu aspecto físico. Se sentem menos atraentes e incapazes de consquistar um parceiro, gerando assim conflitos emocionais. Elas podem ainda estar muito ligadas à beleza física anterior. Esse sentimento acaba sendo reforçado cruelmente pelo comportamento sexual mais livre das jovens e por preconceitos, ainda existentes, que se referem com desprezo às mulheres mais velhas que buscam uma natural satistação sexual. Outro problema está nas dificuldades físicas que, hoje com o progresso da medicina, podem facilmente serem removidas. Com o avançar da idade as partes da vagina se tornam mais finas e surge o ressecamento do muco que normalmente as lubrificam. Com isso a relação pode se tornar dolorosa quando da penetração do pênis. E, depois da relação, a mulher pode ter uma sensação de ardência causada pela irritação da bexiga e da uretra. O orgasmo também poderá ser complicado por contrações dolorosas do útero. Entretanto, apesar das alterações na menopausa, ela não perde a capacidade de sentir desejo nem a capacidade orgástica, podendo até sentir múltiplos orgasmos.
               A maioria dos homens com mais de 60 anos diminuem drasticamente a freqüência sexual. Esta é a idade da "descida da serra". Mesmo com os atuais avanços da medicina, ele perde o interesse sexual pela parceira e se aquieta. A intensidade do ato sexual pode ser mantida, mas a freqüência inevitavelmente diminui. À medida que envelhece, o homem tem reduzida sua capacidade de ter ereções e, quando as tem, chega ao orgasmo mais depressa. Os problemas como ansiedade, depressão e cansaço - que normalmente já dificultam ou impedem a ereção em qualquer idade -, nos homens a partir dos 50 anos, adiciona-se outras doenças como disturbios cardíacos, renais e do fígado, diabetes, disfunções hormonais e desequilíbrios provocados por certos tipos de medicamentos e cirurgias como a remoção da próstata - em caso de tumor. O homem, mesmo impotente, pode ficar sexualmente excitado e desejar realizar o ato, mas seu pênis não fica ereto. Isto pode acontecer tanto no início da relação, quando da penetração, como durante o ato sexual, quando não consegue mantê-la. É bem verdade que hoje existem as tais pílulas milagrosas que resolvem, mas é bom lembrar que um homem com problemas de saúde sem sempre poderá usá-las.
                É importante salientar que a impotência não significa o fim da vida sexual. De forma geral, ela resulta do temor quanto à qualidade e ao desempenho sexual. Cada caso pode ter um dianóstico diferente quando dado por um profissional habilitado. Muitas vezes o melhor resultado, para o homem na teceira idade, pode ser conseguido com uma bela mulher mais jovem. Este é o remédio mais procurado e que tem dado bons resultados para "solteiros" maduros.
              Quero lembrar que quem tem orgasmos freqüentes envelhece mais devagar. No período da menopausa, a reposição hormonal com reforço de sais minerais, garante a manutenção da libido e evita dores vaginais, dificuldade em atingir o orgasmo, depressão, calores, apatia e outros sintomas. Além da medicação, ministrada por profissional habilitado, os exercícios fisicos, sem exagero, podem ajudar muito na manutenção de uma boa saúde, que é indispensável a todos.
              Sem vida sexual, a mulher tende a perder a cintura, os glúteos caem, os seios despencam e o bom humor acaba virando uma calamidade. Portanto, procure seu médico de confiança e seja bem sincera que assim ele poderá ajudá-la.

http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com/