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terça-feira, 17 de novembro de 2015

A MULHER MODERNA É LIBERADA E MAIS EXIGENTE


                 Depois que surgiu a pílula anticoncepcional as mulheres deixaram para traz milenares conceitos e preconceitos. Seus últimos receios caíram por terra e finalmente se libertaram dos caprichos e das regalias dos homens. Aos poucos foram conquistando uma liberdade cada vez  maior e hoje exigem mais e melhor amor porque já não são escravas submissas. 
                 Mesmo passado tanto tempo do advento da pílula, muitos homens ainda estão assustados com esta nova mulher. Elas estão expondo à luz suas vontades e desejos que antes eram reprimidos e guardados apenas para si. Mas, por outro lado, os homens descobriram uma nova mulher;  que elas são mais ardentes que eles e, quando estimuladas, transformam-se em verdadeiros furacões do amor. A agressividade das mulheres  é um fato novo ao qual os homens ainda não se habituaram. De eternas conquistadas, elas passaram a conquistadoras e sempre dizendo o que realmente querem. No passado, tais mulheres constituíam uma exceção e quase uma anormalidade; hoje, ao se igualarem aos homens no jogo do amor, elas adquiriram nova personalidade e, ao mesmo tempo, um novo encanto. Não são mais passivas, mas não deixaram de ser delicadas, suaves e belas. 
                 O sexo é um instinto. Uma pessoa indiferente a esse instinto deve ter razões importantes para isso. Uma das razões certamente é a velada guerra que continua existindo entre o homem e a mulher.  As tenções da vida diária provocam um estado de irritação quase permanente, e essa irritação acaba sendo despejada no parceiro ou parceira do casamento, influindo assim, desastrosamente, nas relações sexuais de ambos. 
                 A ambição pelo poder do dinheiro e do prestígio social são sucedâneos do instinto sexual. Vemos cada vez mais a sexualização do dinheiro, ou seja, o dinheiro considerado como uma conquista sexual.  A razão desse fenômeno é que o homem joga com mais segurança na busca do dinheiro e, em si, o dinheiro é mais fiel que a mulher, pois ele o usa como bem quiser. Pela mesma razão podemos perceber que esses homens preferem o amor das prostitutas, porque com elas o jogo é mais seguro. As esposas exigem cada vez mais e assim torna-se cada dia mais difícil satisfazê-las. Temos como exemplo o homem que chega em casa extenuado do trabalho e só pensa em descansar; ele não gostará de ser submetido a um duro teste para provar seu amor e sua sexualidade. No fundo, a maioria dos homens detestam e procuram evitar as mulheres que exigem sexo constantemente. Talvez isso ocorra pelas mesmas razões que fizeram as mulheres, desde a ancestralidade, sempre submissas às vontades dos homens. Entretanto é importante observar que existe uma substancial diferença entre desejar e exigir sexo. Quando a mulher apenas deseja, pode tornar-se uma ótima companheira para o amor, mas a coisa muda de figura quando ela passa a exigir.
                Sexo é um instinto cujo elemento básico é a busca do prazer. Ninguém sai por aí fazendo sexo para ter filhos. Um homem, mesmo forçado a ter relações frequentes com uma mulher, pode sentir prazer, mas nunca será "aquele prazer" e, com o tempo, começará a odiar e evitar aquela mulher. É bem verdade que um homem com vida sexual intensa geralmente é mais potente, mas a constante exigência torna a relação muito artificial e nada tem a ver com desejo. 
                Muitos homens parece que estão indiferentes ao sexo. Há uma certa falta de sentimentos. Há homens incapazes de sentir desejo, paixão ou prazer; vivem apenas para o sucesso profissional e completamente indiferentes em matéria de sexo. Por outro lado, muitas mulheres desejam obter o prazer sexual com a mesma facilidade e presteza com que fazem compras no shopping; procuram uma completa satisfação sem terem o cuidado de se prepararem emocionalmente para o ato em si; essas mulheres costumam dar, cada vez mais, maior importância ao assunto, falando sempre em felicidade e amor, mas os homens não estão conseguindo entender bem este novo jogo e ficam perplexos e confusos. 
               Uma vida sexual satisfatória depende basicamente da capacidade de um dos parceiros expandir-se sexualmente em toda a sua plenitude e imaginação. Mas sem confiança mútua isso torna-se impossível. 
               No momento do ato amoroso, geralmente o marido teme comunicar a sua imaginação à mulher, pressupondo que vai chocá-la, magoá-la ou ofendê-la; limita-se então a fazer apenas aquilo que ele imagina que ela espera dele. Esta falta de diálogo sincero acaba prejudicando o relacionamento e quando o homem deseja sentir um verdadeiro prazer, termina por procurar outra mulher, que o anima a libertar-se de seus complexos e a fazer funcionar a imaginação sexual que o tortura.  Aqui entramos num campo muito diversificado, pois há imaginações diferentes em cada pessoa. Mas a verdade é que os instintos não são antinaturais, pelo contrário, são necessários a uma vida sexual satisfatória e sadia. 
              Sempre se disse que o casamento é uma instituição fadada ao fracasso e que brevemente as pessoas não mais passarão pelo cartório ou pela igreja. Até certo ponto é verdade, pois o que vemos hoje é um número crescente de uniões sem qualquer tipo de compromisso moral ou econômico. Isto, porém, não quer dizer que os homens não confiam mais nas mulheres. É que muitos homens e também mulheres, não querem mais ter a sensação de estarem presos a determinada pessoa. Em muitos casos é devido à experiências anteriores que não desejam repetir. Um dos fatores que mais tem contribuído para esse novo modelo de casamento é a severidade das leis do divórcio. O homem não se conforma quando pensa que terá de sustentar uma mulher que não é mais dele e que nada mais significa em sua vida.  
                Quando há um rompimento e surge algum litígio é natural que busquem a solução na justiça. De modo geral os tribunais querem sempre castigar o homem cujo casamento fracassou e sua pena é pagar. As leis ainda se baseiam no falso mito do "sexo frágil" que acabam sempre favorecendo a mulher. Embora muitas não concordem, não se pode negar que é uma contradição; ora, as mulheres lutam pela igualdade de direitos, mas na hora de obter o divórcio transformam-se em seres desiguais, fracos, medrosos, que necessitam de apoio. Tal atitude  não é apenas hipócrita, mas também inconsequente. No passado, não muito remoto, esta inconsequência era um dos charmes femininos porque as leis não eram tão parciais. Hoje, o homem teme, com certa razão, que a mulher use o sexo apenas para ter direito ao seu dinheiro e garantias futuras.  Esta questão é muito complexa e pode levar o homem não apenas à indiferença, mas à própria impotência diante daquela mulher. 
               O casamento perde o sentido quando o casal não deseja ter filhos; se não terão filhos, para que casar?  O melhor é apenas viver juntos. O movimento hippie pode ser considerado o início desta tendência. Ele tem uma significação mais profunda, pois baseia-se na sua revolta contra a hipocrisia. 
                Com erros e acertos, a verdade é que homens e mulheres, casados ou não, sempre estarão juntos. O importante é encontrar o caminho que possa formatar um relacionamento prazeroso. E este caminho passa necessariamente pelo diálogo franco, pela fidelidade, pela compreensão e pela tolerância que molda a convivência no dia a dia de um casal. 
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Nicéas Romeo Zanchett 
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