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domingo, 18 de setembro de 2011

A QUÍMICA DO SEXO - CAPÍTULO II



CAPÍTULO II

A QUÍMICA DO SEXO

                 " A anatomia dita o destino."Esta frase de Freud é uma verdade incontestável. Com ela o velho sábio queria nos explicar que todos nós, homens e mulheres, somos dependentes da nossa fisiologia; que tendências e propensões inatas tinham efeito sobre nosso comportamento e que essas propriedades eram diferentes em cada um dos sexos.
                 Durante muito tempo diversas teorias procuraram demonstrar que Freud estava enganado. Elas afirmavam que demonstrações de "masculinidade" ou "feminilidade" acontecem devido a um treinamento que nos é imposto. Até se dizia que um garoto criado no meio só de mulheres teria comportamento afeminado.
                 As pesquisas mais recentes sobre os hormônios do sexo estão indicando, mais uma vez, que Freud tinha razão. Esses estudos definem o verdadeiro papel dos hormônios do sexo: eles não apenas determinam a diferenciação dos órgãos sexuais (masculinos ou femininos), mas também programam o cérebro durante o desenvolvimento do feto, para que o futuro ser venha a demonstrar um comportamento masculino ou feminino, independente da formação do seu órgão sexual.
                 Os principais hormônios do sexo são segregados nos testículos do homem (testosterona) ou nos ovários da mulher (progesterona e estrógeno). As glândulas suprarrenais também segregam hormônios do sexo, inclusive pequenas quantidades de testosterona e de androstenediona (outro hormônio masculino), assim como uma série de outros hormônios importantes: cortisol, cortisona e adrenalina.
                A verdade é que ambos os sexos produzem também hormônios do sexo oposto. Assim como o poderoso "beta-estadiol" (hormônio típico feminino) pode ser encontrado na corrente sanguínea dos homens, também a testosterona (hormônio tipicamente masculino) pode ser encontrado na corrente sanguínea das mulheres. O que determina o comportamento de homem não é a ausência de estrógeno, mas sim o elevado nível de testosterona que anula os efeitos dos hormônios femininos. Da mesma forma o comportamento tipicamente feminino é devido à prevalência de progesterona e estrógeno que anulam a quantidade de testosterona presente naquele ser.
                Tanto nos homens como nas mulheres é a testosterona que parece ser o hormônio que tem maior influência sobre o instinto sexual. Pode até parecer absurdo que seja uma hormônio masculino o responsável pelo instinto sexual das mulheres, mas a verdade é que várias pesquisas levam a essa conclusão.
                 Por muito tempo se pensou que o comportamento sexual tivesse razões meramente genéticas. Isto é: o macho age como macho porque é geneticamente um macho. Os estudos dos hormônios indicam que não é bem assim.
                A importância dos hormônios do sexo não se limita ao período em que atinge a puberdade. As pesquisas demonstram que os hormônios sexuais estão presentes no corpo desde o período do desenvolvimento pré-natal. As quantidades nas quais eles aparecem no útero são fundamentais não apenas para diferenciação do sexo (isto é, para produzir um menino ou menina), mas também para a diferenciação dos tecidos do centro do sistema nervoso, que regulará o comportamento masculino ou feminino durante a vida adulta. São exatamente essas quantidades que quando estão em desequilíbrio irão produzir um homem com comportamento feminino ou uma mulher com comportamento masculino.
                Com base em estudos, alguns cientistas levantaram a hipótese de que a homossexualidade nos homens estaria ligada a um suprimento inadequado de testosterona no período da gravidez da mãe, quando os tecidos do cérebro estão se programando para diferenciar o comportamento sexual. Os estudos concluíram, por exemplo, que um grupo de homens homossexuais tinha baixa quantidade de testosterona na urina, em comparação com um grupo de homens heterossexuais. Concluiu-se também que um grupo de lésbicas tinha um teor muito elevado de testosterona na urina, em comparação com um grupo de mulheres heterossexuais.
                 Em nossos dias tornou-se moda o uso de hormônios em tratamentos. É preciso tomar muito cuidado. Muitas mulheres os usam para rejuvenescimento, mas se estiver em estado de gestação podem até masculinizar fetos femininos. Somente um bom médico pode diagnosticar a dosagem e a escolha dos hormônios com menor ação masculinizantes. Hoje médicos especialistas podem praticar a hormonoterapia com tranqüilidade, pois tem à sua disposição vastos estudos à respeito deste poderoso instrumento chamado hormônio. Jamais se deve utilizar este tipo de tratamento sem o acompanhamento de um médico de confiança. 
                 O avanço da ciência neste campo trouxe consigo profundas mudanças na vida das pessoas. Parece que estão surgindo novos tipos de homens e mulheres. A química do sexo é poderosa e pode alterar a forma de vida sexual, mas o ideal é deixar que a natureza cumpra o seu papel. Os hormônios podem ser aumentados naturalmente com estímulos da vida ambiente. Fazer sexo constantemente é uma forma de estimular o aumento na produção de hormônios.
Nicéas Romeo Zanchett 
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